A diferença entre sexo e sexualidade

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Por Sandra Barcelos

É fácil cair na tentação de confundir sexo com sexualidade, porque as discussões que se propõem a mostrar – e educar – a diferença entre os dois termos é ainda bastante recente.

Então, para que tenhamos tudo mais claro, vale citar a definição do conceito de sexualidade segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS): “A sexualidade faz parte da personalidade de cada um, é uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. Sexualidade não é sinônimo de coito e não se limita à ocorrência ou não de orgasmo. Sexualidade é muito mais que isso, é a energia que motiva a encontrar o amor, contato e intimidade, e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas e como estas tocam e são tocadas. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e, portanto, a saúde física e mental. Se saúde é um direito humano fundamental, a saúde sexual também deveria ser considerada um direito humano básico” (WHO TECHNICAL REPORTS SERIES, 1975).

Trocando em miúdos, podemos dizer que sexualidade é a expressão do desejo, e ela está diretamente ligada a uma série de fatores psicológicos, sociais, culturais e religiosos. O sexo, por sua vez, diz respeito à definição biológica e anatômica que define os gêneros feminino e masculino.

Enquanto o sexo se delimita em si, a sexualidade pode ser sempre fluida, mudando de acordo com a nossa personalidade e evolução. As experiências que acumulamos ao longo da vida são, talvez, o ponto central da nossa sexualidade, fazendo com que ela se “adapte” a diferentes fases e situações.

Tentar entender a sexualidade – a nossa e a dos outros – não é algo simples, exige bastante paciência e, acima de tudo, muito respeito.

Revista Facebrasil – Edição 52 – 2015
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