Apostando na interação com animais, Discovery Cove desperta consciência ambiental em visitantes

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Por Juliana Bordin

Difícil saber se é sonho de criança ou coisa de cinema, mas interagir com animais silvestres ainda é algo que causa verdadeiro fascínio, independentemente da idade – e talvez isso explique o sucesso atemporal do Discovery Cove, em Orlando.
Inaugurado no primeiro dia de julho do ano 2000, o parque foi um dos pioneiros do setor, permitindo que visitantes nadassem com golfinhos e conferissem de perto uma infinidade de espécies marítimas.

Todas as atrações têm como prioridade, porém, o bem-estar dos animais, e por isso existe certo controle em algumas atividades: a piscina adaptada onde vivem esses simpáticos mamíferos tem, por exemplo, entrada limitada, e apenas um pequeno grupo diário pode desfrutar da animada companhia dos bichanos, por 30 minutos.

Mas para não perder a viagem – e diversão –, quem não conseguir garantir vaga ao lado das estrelas do parque pode ainda curtir a praia, mergulhar com snorkel e admirar a grande variedade de peixes.

O resort também oferece um tour subaquático em que é possível ver outros gigantes, como leões-marinhos, tubarões e arraias.

Quem o vê majestoso com seus quase 90 mil metros quadrados de área total custa a acreditar que, no começo, o parque dispunha de meros 61 mil metros quadrados e experiências contadas nos dedos de uma mão.

Todo o crescimento do Discovery Cove foi orgânico, reflexo de uma política justa e criteriosa que soube equilibrar o cuidado com os animais e a liberdade dos visitantes – uma linha tênue, fácil de ser ultrapassada.

Dono de dois títulos, em 2013 e 2014, de Melhor Parque de Diversões do Mundo, segundo o TripAdvisor, o estabelecimento teve como um dos pontos altos de sua história a inauguração do The Grand Reef, uma lagoa habitada por mais de 10 mil peixes tropicais e dezenas de arraias.

O lançamento do SeaVenture, um mergulho de escafandro acompanhado de profissionais, foi outro momento marcante na trajetória do Discovery Cove, que comemorou também a abertura do Freshwater Oasis, um habitat com lontras brincalhonas e saguis curiosos.

Tantos bichanos confortavelmente instalados em um ambiente “cinco estrelas” não poderiam resultar em outra coisa senão em procriação. Aves, golfinhos, tubarões e outros muitos animais nasceram ali – o parque foi, aliás, o palco da primeira cesária realizada em um tubarão.

Contagiados por tanto amor, dezenas de visitantes usaram o Discovery Cove como cenário para pedidos de casamento, comemorações de aniversários, boas-vindas a militares e outras celebrações especiais.

Para viver de acordo com suas crenças, o parque não limitou suas atividades ecológicas às fronteiras de suas terras, e apoiou publicamente diversas iniciativas em prol da preservação de arrecifes de corais e do meio ambiente, como a Rising Tide.

De acordo com uma pesquisa feita com os presentes, mais de 90% dos entrevistados disseram que foram inspirados a ser mais ecologicamente consciente após a visita ao Discovery Cove.

Revista Facebrasil – Edição 52 – 2015
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