Café gourmet: os novos tipos de cafés coados

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Uma nova forma para preparo do café filtrado chegou faz mais de uma década às melhores cafeterias do mundo. São as chamadas estações de preparo “pour over”, que trazem sofisticação para os estabelecimentos.

A ideia é simples e se assemelha ao coador de papel tradicional, mas os formatos dos filtros são diferentes.

Com base em estudos da extração da bebida, marcas japonesas e americanas desenvolveram novos métodos para extrair o café. O objetivo final é fazer com que o pó de café fique em contato com a água de forma homogênea e no tempo suficiente para retirar o melhor da bebida.

Café Hario

Uma das mais emblemáticas marcas é a japonesa Hario, que tem uma história antiga no Japão, mas que ficou conhecida somente há quatro anos no Ocidente.

O suporte dela, de acrílico ou vidro resistente ao frio e ao calor, é especialmente desenvolvido para facilitar a passagem da água com os sulcos que revestem a parede do utensílio.

Comparado aos tradicionais Mellitta, a Hario tem no suporte uma abertura da passagem de água maior, ao contrário dos mais antigos que têm apenas um furinho. Nessa nova forma, o café desce mais rápido quando filtrado. O resultado da Hario é uma bebida limpa, que extrai o café de uma forma bem prática.

Café Chemex

Outro método filtrado muito presente nas cafeterias pelo mundo é a Chemex, uma jarra de vidro que se assemelha a uma ampulheta aberta, na qual é possível preparar o café e já servir no próprio utensílio.

Ele também usa um filtro de papel, porém bem diferente dos já tradicionais: ele é mais grosso e precisa ser somente dobrado e colocado na boca da jarra.

O resultado é uma forma bem moderna e nada convencional de tomar café e apreciar seus aromas. A Chemex lembra muito um decanter de vinho, e por isso faz bastante sucesso entre os apreciadores.

Café Kalita

Por último, outra novidade é a Kalita, um método também japonês que foi conhecido há pouco mais de dois anos pelos profissionais especializados do setor.

É um preparo bem simpático, pois o filtro de papel se assemelha a uma forminha de cupcake – nas bordas há aquelas dobrinhas iguais às do bolinho.

Em vez de ser cônico, o filtro tem a base reta, e o suporte tem apenas três pequenos furos para descer o café. Todos eles oferecem sabores bem diferentes para cada café preparado. É só fazer o teste quando for visitar cafeterias modernas que servem grãos de qualidade.

A ideia principal desses preparos é oferecer experiências novas aos apreciadores. Caso você seja um grande apaixonado por café, a dica é ter um dos métodos em casa, moer o grão na hora e testar o preparo. Experimente!

Mariana Proença é jornalista e desde 2006 mergulha nas xícaras de café pelo mundo como diretora de redação da Revista Espresso (www.revistaespresso.com.br), eleita a melhor revista do setor no Brasil