Juíza de Nova York é presa e deixa tribunal algemada

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Policiais da cidade de Rochester, no estado de Nova York, cumpriram mandado de prisão emitido contra a juíza Leticia Astacio.

Ela deveria comparecer a uma audiência na última terça-feira, dia 30 de maio, como parte da pena por dirigir embriagada.

De acordo com uma mensagem enviada por Leticia Astacio a seu advogado, o motivo para sua ausência é que ela estaria vivendo com monges um templo nas montanhas da Tailândia desde o dia 3 de maio.

A juíza chegou sorridente ao tribunal e cumprimentou os repórteres que esperavam por ela na porta do elevador, onde policiais a escoltaram para ser fichada em um prédio próximo, onde funciona o departamento de Segurança Pública de Rochester.

Depois disso, Leticia Astacio voltou ao tribunal para uma audiência com seu colega, o juiz Stephen Aronson, que emitiu uma ordem de prisão contra ela, sem direito a fiança e com detenção até a próxima quinta-feira, dia 8 de junho, quando deverá voltar à corte.

O juiz Aronson ofereceu a sua colega um acordo, que foi prontamente recusado por Leticia Astacio.

Pela proposta, ela deveria se declarar culpada por violar sua sentença inicial por dirigir sob influência de álcool, ficando 45 dias na cadeia e passando, depois, a dois anos de condicional e seis meses com o monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Com a recusa, ela foi enviada diretamente para a prisão.

Apesar de estar proibida de presidir qualquer sessão no tribunal desde antes de sua condenação, em agosto de 2016, Leticia Astacio continua recebendo normalmente seu salário, mais de 173 mil dólares por ano, já que ela continua sendo uma juíza eleita.

Ela também é proibida de acessar qualquer área do tribunal que seja restrita aos funcionários da corte.